Atualização às 23h02: Negócio fechado. As companhias assinaram contrato de compra e venda, apurou o Pipeline.
A CSN está nos detalhes finais de negociação para a compra dos ativos da cimenteira Holcim (antiga Lafarge Holcim) no Brasil, disseram fontes ao Pipeline. A companhia de Benjamin Steinbruch ganhou vantagem na negociação ao dar lance pelo pacote de ativos, enquanto outras proponentes queriam fábricas separadas. O processo de venda é coordenado pelo Itaú BBA.
Os acertos de contrato podem entrar a madrugada, mas a expectativa é que o negócio seja anunciado já na sexta-feira, disseram as fontes.
Votorantim Cimentos e InterCement fizeram propostas por alguns ativos, enquanto a CSN Cimentos e a Mizu miravam a maioria ou totalidade das 10 plantas industriais da Holcim no Brasil. Alguns assessores financeiros que estavam com companhias no páreo chegaram a ser informados no início da noite que o negócio agora é com a CSN.
A aquisição vai aproximar a CSN do topo do ranking de cimenteiras no país. A Holcim é a terceira maior, atrás de Votorantim e InterCement. Com a aquisição, a CSN é quem vai para o top 3. A avaliação de mercado era que os ativos da Holcim valessem em torno de US$ 700 milhões, mas a companhia buscava mais de US$ 1 bilhão pelo pacote completo.
Será a segunda aquisição da CSN Cimentos em menos de quatro meses. No fim de junho, adquiriu a cimenteira Elizabeth por mais de R$ 1 bilhão do fundo Farallon, saltando para uma capacidade total de 6 milhões de toneladas por ano. Na ocasião, os analistas avaliaram que a aquisição saiu a um preço bastante razoável, considerando a média de múltiplos do setor e o montante de capital que seria necessário para agregar a mesma produção de forma orgânica.
As 10 unidades industriais da Holcim têm capacidade de produção anual de 10 milhões de toneladas de cimento.
— Foto: Reprodução
EXCLUSIVO: CSN compra ativos da cimenteira Holcim - Pipeline
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